Sobre a beleza




Não precisamos de muito para exalarmos toda a beleza que há em nós. Vejamos as flores que, sendo criação de Deus, por sí só são belas. Não precisam de nada, a não ser, serem flores. Despertam olhares de admiração, arrancam sorrisos, palavras e elogios sem nenhum esforço, apenas ali, paradas, sem pretenção nenhuma de chamar atenção. As flores exalam beleza sendo flores.

Também nós, homens, podemos exalar beleza sendo apenas homens, vivendo nossa essência, como Deus nos criou. Nos caracterizamos de tantos personagens, usamos tantas máscaras para alimentar a nossa vaidade e agradar aos outros, para sermos mais vistos, que esquecemos e até perdemos a nossa essência. Acabamos assumindo outra identidade, viramos um personagem incorporando uma personalidade adaptável ao meio social em que vivemos. Nos descaracterizamos de nós mesmos. Esquecemos da simplicidade que nos leva a manifestar o Belo que existe em nós.

Ânima, sopro, vida. Tudo que é vida exala beleza e não precisa de muito esforço. As flores não falam, não andam, são inanimadas, mas exalam a beleza de serem quem são, na simplicidade e originalidade de sua essência.

Tiremos as máscaras, arranquemos nossas fantasias, saiamos dos nossos personagens, o espetáculo acabou! Os aplausos foram para as flores que enfeitaram o cenário, que desviaram todos os olhares por serem a única verdade em todo aquele teatro da vida real.

Por: Pablo Rodrigo Costa - Noviço II
Comunidade de Vida - Missão Várzea Paulista

3 comentários:

  1. Pablo,

    Teu texto exala um beleza simples, mas marcante de quem diz muito em muito pouco.Há criticidade e sensibilidade na medida certa, equilíbrio difícil de atingir quando se tenta unir esses dois elementos.
    Parabéns.

    Viviane Frutuoso

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  2. Pablitoooooooooo....
    Seu texto tá mto massa!!!! Eu sou suspeita pra te dizer qualquer coisa, né????
    Te cuida!!!
    Amo vc!!!!
    Vallzinha.

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  3. Sr. Pablo,
    Gostei muito de sua reflexão comparativa entre nós seres humanos e as flores.Percebi que há muito em comum entre esses seres naturais tão singelos e essencialmente frageis e nós, seres humanos que se permitem perder a delicadeza e o natural pela vaidade.(Continui escrevendo)

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