Confluências


Palavras desnecessárias
Vida intensa sussurrando efemeridades
Me calo para ouvir, sentir, perceber
Encontro comigo, e em mim, meu Deus
Me lanço num laço, enlaçada peço silêncio
Me perco no encontro, me encontro na busca
Redescobertas solvidas na vida
Acordes dissonantes acordam a música
Perguntas sem respostas, respostas sem perguntas
Espera taciturna, sentimento fundo
Tarde alaranjada que se despede
À noite, minha companheira é a lua
Circulo branco a me envolver
Olhares sossegados cintilando o mar
Resquícios do porvir.
Poesia escrita por Kilvânia, ela é NoviçaI da Missão Fortaleza, e mantém o Blog: http://palavrasemsementes.blogspot.com/

Naipe




Vozes que soam do mais íntimo de mim...
Vozes que me trazem um passado inconcluso e um futuro a se construir.
Vozes que dentro em mim clamam por serem escutadas.
Vozes que no fundo desejam ser acalmadas.
Ruídos, barulhos, inquietações.
Vozes com barulho,
vozes sem barulho,
vozes no silêncio do incompreendido.
Vozes que sufocam.
Sons de dores caladas, amargas, castradas...
Sons sem vozes e vozes sem sons: perfeita combinação de desigualdades.
Vozes que atingem a maior idade.
Vozes que maturam o infantil.
Vozes que despedaçam os sentimentos.
Vozes que dão sons ao que existe nos escombros do que ficou retido após a ruína...

Poesia escrita por Vall Senna, ela é Consagrada da Comunidade de Vida na Missão Fortaleza