Naipe




Vozes que soam do mais íntimo de mim...
Vozes que me trazem um passado inconcluso e um futuro a se construir.
Vozes que dentro em mim clamam por serem escutadas.
Vozes que no fundo desejam ser acalmadas.
Ruídos, barulhos, inquietações.
Vozes com barulho,
vozes sem barulho,
vozes no silêncio do incompreendido.
Vozes que sufocam.
Sons de dores caladas, amargas, castradas...
Sons sem vozes e vozes sem sons: perfeita combinação de desigualdades.
Vozes que atingem a maior idade.
Vozes que maturam o infantil.
Vozes que despedaçam os sentimentos.
Vozes que dão sons ao que existe nos escombros do que ficou retido após a ruína...

Poesia escrita por Vall Senna, ela é Consagrada da Comunidade de Vida na Missão Fortaleza

3 comentários:

  1. Vall,

    A poesia ficou bem interessante, choca-se com o que temos de voz interior e o barulho do mundo.
    Parabéns!

    Abs,
    Junior - Missão SP

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  2. Acho que conheço esse texto de algum lugar...rsrs.
    Lindona, está forte e claro, assim como você.
    Parabéns.
    Amo tu...

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  3. Vall,
    Perdão por ter passado tanto tempo para expor essa poesia tão bonita (rs)!
    Me lembrei muito de O Caçador de Pipas... vozes abafadas, de ruínas antigas que por vezes se levantam...Tudo vem à tona! Acho que me identifiquei por ter vivido isso na pele... e ainda estar vivendo.

    Bjão.

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